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O Nuclamb comunica com imenso pesar o falecimento ocorrido em 9 de dezembro de 2011 da queridíssima mestra Ana Clara Torres Ribeiro, devendo-se reassaltar que a existência deste laboratório, sua produção científica deve-se em grande parte ao seu incentivo e colaboração. Em sua homenagem, disponibilizaremos neste site um artigo de sua autoria: A natureza do poder: técnica e ação social
Com o afastamento temporário do bolsista Yuri Guimarães Frascino, sua bolsa de iniciação científica PIBIC/CAP foi transferida para Simone Oliveira dos Santos.
No segundo semestre de 2011 foi ministrado minicurso de metodologia científica pela Professora Doutora Roberta Carvalho Arruzzo.
No final de agosto de 2012, será realizado o 1o Seminário Nacional sobre o processo de regionalização da produção do etanol no Brasil, com a participação de pesquisadores especialistas no tema.
Em 4 de novembro de 2011, foi realizado o primeiro workshop do projeto do Edital Universal do CNPq/2010 intitulado O processo de expansão da produção de etanol no Brasil, havendo participado da mesa redonda os Professores Doutores Samuel Frederico (UNESP/Rio Claro), Ricardo Abid Castillo (Unicamp), Denise Elias (UECE) e Ana Clara Torres Ribeiro (IPPUR). O evento foi realizado no salão nobre da decania do CCMN/UFRJ, tendo início às 9h e estendendo-se até as 17h. A proposta foi discutir e aprofundar os aspectos teórico-metodológicos do projeto, além da discussão da proposta de formação de uma rede de pesquisadores a nível nacional e da elaboração de um projeto conjunto. O projeto tem o apoio do Programa de Pós Graduação em Geografia da UFRJ e possivelmente resultará em uma publicação.
Entre 6 e 12 de fevereiro de 2012 será realizado trabalho de campo sobre a expansão da produção de etanol em Alagoas, com a equipe formada pela Coordenadora do projeto, Júlia Adão Bernardes, e pelos pesquisadores Roberta Carvalho Arruzzo e José Bertoldo Brandão Filho.
O mestrando Lourenço Passeri Lavrado da Silva Moreira deverá realizar seu exame de qualificação em 28 de fevereiro de 2012, apresentando projeto sobre a empresa Cosan, uma das maiores produtoras de etanol do país.
O mestrando Marcos Vinicius Velozo da Costa defenderá sua dissertação de mestrado no próximo 24 de fevereiro, abordando tema sobre a nova fronteira do capital na BR-163 paraense.
Parabenizamos os participantes do Nuclamb Marcos Vinicius Velozo da Costa e José Bertoldo Brandão Filho pelo ingresso no doutorado em geografia (UFRJ).
No dia 25 de maio de 2011, durante a realização do XIV Encontro Nacional da ANPUR, e no IX Encontro Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Geografia (ENANPEGE) foram realizados os lançamentos dos livros Novas Fronteiras do Biodiesel na Amazônia:Limites e desafios da incorporação da pequena produção agrícola, e Espaço e Circuitos Produtivos: A cadeia carne/grãos no cerrado mato-grossense, organizados por Júlia Adão Bernardes e Luís Angelo dos Santos Aracri, sob a responsabilidade da editora Arquimedes Edições e patrocínio do CNPq, envolvendo pesquisadores da UFRJ, da UFMT, da UNEMAT e da UFG/Jataí, entre outros.
O mestrando Francisco Vieira da Silva, da UFMT, realizou com aprovação sua defesa de dissertação no dia 3 de junho, abordando o tema dos fertilizantes na agricultura de Mato Grosso.
O Núcleo de Estudos Geoambientais (NUCLAMB) foi criado em 1997, sob coordenação da Profª. Drª. Júlia Adão Bernardes, no âmbito do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, voltado para a investigação da temática "Técnica, Trabalho e Espaço", inserida na linha de pesquisa "Desenvolvimento, Ambiente e Território" do Programa de Pós-Graduação em Geografia, com vistas a tornar mais transparentes as implicações de ordem sócio-espacial das novas tecnologias e seus determinantes no contexto do novo padrão de acumulação.
A situação atual de inovação tecnológica introduz novas relações com o espaço, com implicações de ordem social e territorial, que exigem aprofundamento, uma vez que geram cada vez mais um conjunto de inter-relações globais com o espaço.
Neste sentido, os objetivos do grupo de pesquisa do NUCLAMB estão voltados para a ampliação da capacidade de análise do real, confrontando, questionando, reformulando e selecionando conceitos, escolhendo cenários exemplares para o exercício da análise, a exemplo das áreas de expansão da agricultura moderna do cerrado brasileiro.
O grupo de pesquisa sob coordenação da Profª. Drª. Júlia Adão Bernardes foi formado em 1994, a partir do desenvolvimento do primeiro projeto de pesquisa na qualidade de pesquisadora doutora, versando sobre o agronegócio no cerrado, com ênfase na expansão da soja, suscitando a criação de um núcleo de investigação no Departamento de Geografia da UFRJ, outro na UFMT/Rondonópolis e um terceiro na UNITINS/Tocantins.
A divulgação dos resultados dessa pesquisa se expressou na forma de publicações de trabalhos em capítulos de livros, em revistas especializadas, em apresentações em congressos, além de palestras e cursos em programas de pós-graduação, ministrados principalmente no Tocantins e em Rondonópolis. A consolidação desse primeiro projeto possibilitou a criação do laboratório Núcleo de Estudos Geoambientais (NUCLAMB), em 1997, ampliando as bases de investigação e contemplando maior número de pesquisadores, envolvendo doutorandos, mestrandos e graduandos.
No contexto da linha de pesquisa "Técnica, Trabalho e Espaço", até 2006 foram concluídas 8 teses de doutorado, 10 dissertações de mestrado, das quais 8 na UFRJ e 2 na UFMT, além de 17 monografias de graduação na UFRJ, todas sob a orientação da coordenadora do NUCLAMB. Atualmente encontram-se em desenvolvimento 4 teses de doutorado (UFRJ), 7 dissertações de mestrado, sendo 5 na UFRJ e 2 na UFMT e 3 orientações de iniciação científica, contando, a grande maioria dos participantes, com bolsas da Capes, do CNPq e da UFRJ.
A partir de 2002 a equipe passou a trabalhar no projeto: "Fronteiras em Mutação no Mundo da Soja: Logística e Biotecnologia", patrocinado pelo CNPq, desenvolvendo análises sobre os impactos das inovações tecnológicas na (re)organização do território nos principais eixos de escoamento da soja e suas áreas de influência, procurando identificar o novo arranjo espacial no atual período técnico-científico-informacional. O referido projeto foi renovado até fevereiro de 2007, tendo obtido recursos de dois editais universais, respectivamente em 2003/04 e 2004/05, além do PADCT, projeto que envolveu grupos de pesquisa consolidados da UFRJ e grupos de pesquisa não consolidados da UFMT.
Os avanços nessa área do conhecimento, também se manifestam através das teses de doutorado produzidas, das dissertações de mestrado e monografias concluídas, além de intensa participação em eventos científicos e publicações em revistas especializadas. Deve-se destacar, em 2005, a publicação do livro "Formas em crise: utopias necessárias", que trata das repercussões da técnica no mundo do trabalho e, em 2006, o lançamento do livro "Geografias da soja - BR-163: fronteiras em mutação", que apresenta uma coletânea de trabalhos sobre a expansão da soja na rodovia Cuiabá-Santarém, com financiamento do CNPq.
Atualmente o grupo de pesquisa se insere nos seguintes projetos: "Circuitos espaciais de produção e de cooperação: a integração da cadeia carne/grãos no cerrado mato-grossense", vinculado à bolsa produtividade da coordenadora no CNPq; "Fronteiras em mutação na agricultura moderna na BR-158 mato-grossense", do edital Ciências Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas; "Dinâmica das novas estruturas produtivas no cerrado norte/nordeste", aprovado pelo edital Universal 02/06; participação no PADCT "Pré-Amazônia mato-grossense: a crise do agronegócio e os novos modelos produtivos", que envolve grupos de pesquisa consolidados da UFRJ e não consolidados da UFMT.
Vale salientar a importância do aporte teórico/conceitual do Prof. Dr. Milton Santos e de como o mesmo vem sendo traduzido em pesquisas concretas deste grupo, evidenciando a existência de uma vertente teórica na geografia que procura trazer o espaço para o centro dos debates em torno dos principais dilemas da vida contemporânea.
Aqui você poderá listar a equipe de nosso laboratório.
No menu ao lado se encontra a referência de nomes de nossos membros, categorizados por "pesquisadores", "estudantes" ou "apoio técnico".
A categoria estudantes é subdividida em "Doutorandos", "Mestrandos" e "Graduandos".
Ao clicar com o mouse sobre o nome de um integrante, aparecerá uma amostragem de seu currículo na plataforma Lattes, junto a um link para a mesma.
Nesta mostragem, constará um texto descritivo com o histórico da pessoa, e logo abaixo, o nome da instituição onde a pessoa defendeu/defederá sua tese/dissertação/monografia, acompanhado sempre que possível, o título de sua defesa.
Aqui você poderá listar os projetos do laboratório.
No menu ao lado estão dispostos os projetos de nosso laboratório, agrupados em "concluídos" ou "em andamento".
Dentro de cada uma dessas categorias, podem existir até 4 subcategorias, são estas: "Bolsa Produtividade", "Edital Universal", "Edital Ciências Humanas e Sociais" e feitos "Em parceria com outras instituições".
Ao clicar com o mouse sobre o nome de uma sub-categoria, abrirá neste espaço, uma relação com datas, título e um breve resumo de cada projeto
As sub-categorias são exclusivas. Em caso de um projeto pertencer a mais de uma categoria, sua categoria mais específica será escolhida para representá-lo.
Aqui você poderá visualizar nossas publicações.
No menu ao lado são exibidos os títulos de publicações feitas pelo Nuclamb até então.
Caso queira saber mais detalhes, clique no nome do livro que desejar.
Serão exibidas mais informações referentes a cada obra. No próprio menu, aparecerá uma pequena foto da capa do livro, que pode ser ampliada clicando-se sobre a mesma, o número de páginas e o preço da unidade. Aparecerá embaixo também, um link para contato com o laboratório, que redirecionará o usuário para uma requisição, por e-mail.
Simultaneamente, neste campo de texto serão exibidas as seguintes informações: índice remissivo e apresentação.
Possui curso de graduação em geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1974) , pós-graduação em Economia Política da Urbanização pelo Instituto Metodista Bennett (1987), mestrado em geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1983) e doutorado em Geografia Humana pela Universidad de Barcelona (1993) . Atualmente é professora do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, professora colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal de Mato Grosso e Pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Tem experiência na área de Geografia Humana, com ênfase em Geografia Regional, Geografia Agrária e Geografia Econômica. Sua linha de pesquisa trata de temas relacionados com técnica, trabalho e espaço. A tese de doutorado constituiu um modelo teórico de análise de coerência entre estrutura espacial e social, aplicada ao setor sucro-alcooleiro, posteriormente testado na agroindústria da soja. Atualmente pesquisa as implicações espaciais do desenvolvimento da agricultura moderna no cerrado brasileiro. Publicou 4 livros, 9 capítulos de livros, 15 artigos em periódico, 50 trabalhos envolvendo artigos completos em anais de eventos, conferências, palestras, simpósios, prefácios e apresentações de livro, além de 31 itens de produção técnica.
Universidad de Barcelona, U.B., Espanha. Título: CAMBIOS TéCNICOS Y REORGANIZACIÓN DEL ESPACIO EN LA REGIóN AZUCARERA NORTE FLUMINENSE, BRASIL
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil. Título: ESPAçO E MOVIMENTOS REIVINDICATóRIOS - O CASO DE NOVA IGUAçU
Acesso ao Currículo Vitae Lattes
julia.rlk@terra.com.br
É bacharel (2002) e licenciado (2005) em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP, mestre (2006) em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo - USP e doutor em Geografia Humana pela USP e pela Universidade de Paris 1 - Panthéon Sorbonne, com tese intitulada: "Securização Urbana: da psicoesfera do medo à tecnoesfera da segurança". Foi professor das Faculdades de Geografia e de Engenharia Ambiental e Coordenador do Laboratório de Geoprocessamento da Pontifícia Universidade Católica de Campinas - PUC-Campinas. Foi também diretor da Associação de Geógrafos Brasileiros - AGB (Seção Campinas) durante a gestão 2007/2008. Tem pós-doutorado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, onde também ministrou aulas no curso de graduação em Geografia. Atualmente é pos-doutorando junto ao "Surveillance Studies Centre" do Departamento de Sociologia da Queens University (Canada) e também pesquisador associado da Faculdade de Direito e Criminologia da Vrije Universiteit Brussel (Bélgica). Tem experiència na área de Planejamento Urbano e Regional atuando principalmente nos seguintes temas: segurança pública, violència, vigilância informacional, redes e fluxos, epistemologia da Geografia e geoprocessamento.
Universidade de São Paulo, USP, Brasil. Título: Securização Urbana: da psicoesfera do medo à tecnoesfera da segurança
Universidade de São Paulo, USP, Brasil. A GEOGRAFIA DO ATRITO: Dialética espacial e violència em Campinas-SP
Acesso ao Currículo Vitae Lattes
lucasmelgaco@gmail.com
Possui graduação em geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1987) , especialização em Planejamento Urbano e Uso do Solo, IPPUR/UFRJ (1990) , mestrado em Planejamento Urbano e Regional , IPPUR/UFRJ (1994) e doutorado em Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFRJ (2002). Atualmente é Professor Adjunto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Geografia , com ênfase em Geografia Humana, atuando principalmente nos seguintes temas: a espacialidade nacional-urbana da qualificação, relações saber-trabalho no Brasil e condições de vida nas metrópoles brasileiras.
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil. Título: Qualificação profissional na construção do Brasil urbano moderno: secularização e sociedade, modernização e espaço
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil. Título: Novas relações entre cultura e espaço: o mercado de filmes em videocassetes e vida metropolitana
Acesso ao Currículo Vitae Lattes
catiaantonia@ig.com.br
Possui curso de graduação em geografia pela UFRJ, mestrado em Geografia pela Universidade Federal Fluminense (2001) e doutorado em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2006) . Atualmente é pesquisador do NUCLAMB/UFRJ e professor da PUC/RJ. Tem experiência na área de Geografia Humana, atuando principalmente nos seguintes temas: Espaços de circulação, competitividade, logística, ordenamento territorial, degradação ambiental e redes.
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil. Título: Circulação e territorialidade econômica: o (re)ordenamento territorial no eixo médio matogrossense da rodovia federal 163 (Cuiabá - Santarém)
Universidade Federal Fluminense, UFF, Brasil.
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil.
Acesso ao Currículo Vitae Lattes
denizart@geo.puc-rio.br
Possui graduação em geografia pela Universidade Federal de Mato Grosso (1991) , mestrado em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo (1998) e doutorado em Geografia Humana pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2006) . Atualmente é professor assistente da Universidade Federal de Goiás. Tem experiência na área de Geografia Humana, desenvolvendo principalmente os seguintes temas: fronteira agrícola, cerrado no centro-oeste, agropolos e modernização agrícola.
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil. Título: A dinâmica sócio-espacial do modelo técnico-produtivo da sojicultura no Cerrado e a formação de centros dinâmicos: o caso de Rondonópolis (MT) e Rio Verde (GO)
Universidade de São Paulo, USP, Brasil. Título: Onças Vermelhas e Amarelas - A ocupação dos cerrados e a dinâmica sócio-espacial em Rondonópolis - MT.
Acesso ao Currículo Vitae Lattes
dimaspeixinho@yahoo.com.br
Possui graduação em Geografia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2004) e mestrado em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2007). Atualmente é doutorando no Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFRJ, pesquisador do Nuclamb/UFRJ (Núcleo de Estudos Ambientais),do Negef/UERJ (Núcleo de Estudos de Geografia Fluminense) e professor substituto do UERJ. Possui publicações na área de geografia humana e participações em inúmeros congressos no Brasil.
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil. Título: Análise da Expansão da Cana-de-Acúcar em Mato Grosso: racionalidade ou externalidades negativas?
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil. Título: Análise Sócio-Espacial da Produção Familiar de Tomate no Município de São José de Ubá (RJ).
Graduação em Geografia. Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ, Brasil. Título: Análise da Agricultura Familiar na Região Noroeste Fluminense.
Possui graduação em geografia pela Universidade Federal do Maranhão (2007) e Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente, na linha de pesquisa de Gestão de Recursos Naturais (Estudo das questões agrárias - Organização da Produção, Poder e Movimentos sociais) pelo Programa Regional de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente na Universidade Federal do Ceará -UFC, sendo bolsista do DAAD - Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico. Colabora com a Faculdade de Educação São Francisco, e presta consultoria na área de Planejamento Territorial para a Cooperativa de Serviços, Pesquisa e Assessoria Técnica - COOSPAT, no convênio com o Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA. Além de ser professor colaborador do Programa Nacional de Educação em áreas de Reforma Agrária - PRONERA. Atualmente é doutorando em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Atua principalmente: Organização Camponesa, Expanção da fronteira da moderna agricultra, movimentos sociais, educação do campo, gestão do território e gestão ambiental.
Universidade Federal do Ceará, UFC, Brasil. Título: ORGANIZAÇÃO CAMPONESA EM BALSAS/MA E A EXPANSÃO DO AGRONEGÓCIO DA SOJA: implicações e resistências camponesas no Sul do Maranhão.
Graduação em Geografia. Universidade Federal do Maranhão, UFMA, Brasil. Título: REESTRUTURAçãO CAPITALISTA NO CAMPO: movimentos sociais, políticas sociais e a organização dos trabalhadores junto a ASSEMA no município de Lago do Junco.
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil.
Possui graduação em Geografia pela Universidade de Brasília (1979) , especialização em Planejamento Urbano pela Universidade de Brasília (1980) , mestrado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília (1992) e doutorado em Geografia - Gestão e Organização do Território pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2004) . Atualmente é Professor Adjunto IV da Universidade Federal de Mato Grosso e Pesquisador da Universidade Federal de Mato Grosso. Tem experiência na área de Geografia , com ênfase em Geografia Humana. Atuando principalmente nos seguintes temas: técnica, competitividade, produtividade.
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil. Título: Mudanças Espaciais Induzidas pelo Progresso Técnico: a realidade da agricultura matogrossense.
Universidade de Brasília, UNB, Brasil. Título: Acesso à Terra Urbana em área de Veraneio: Análise da Produção do Espaço na Praia do Açu.
Universidade de Brasília, UNB, Brasil.
Professora do Instituto Federal do Rio de Janeiro ( IFRJ). Possui mestrado em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2002). Atualmente é doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFRJ e participa do grupo de pesquisa coordenado pela Professora Dra Júlia Adão Bernardes ( NUCLAMB). Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia Agrária, Geografia Urbana e Ensino de Geografia.
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil. Título: Santa Teresa, Espaço Estruturado e Espaço Praticado
Geógrafo, Doutor em Ciências / Geografia pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFRJ, com período "sanduíche" realizado na Universitat de Barcelona. É pesquisador do Instituto Alberto Luiz de Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (COPPE-UFRJ) e professor substituto da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense da UERJ, em Duque de Caxias. Possui experiência nas áreas de ensino, pesquisa e assistência técnica, tendo trabalhado em diversas instituições (UFV, IBAM, CIEDS, Instituto Via Brasil), nas quais participou de projetos e programas de formação e capacitação de recursos humanos, de desenvolvimento econômico e social e de pesquisa científica.
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil e Universitat de Barcelona, Espanha. Título: Sistemas de produção agrícola e meio técnico-científico-informacional: a difusão da agricultura de precisão e a modernização do espaço agrário em Mato Grosso
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil. Título: Informatização Agrícola no Cultivo da Soja em Mato Grosso: Técnica, Trabalho e Reorganização do Território
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil
Possui graduação em Geografia pela Universidade Federal do Maranhão (1975) , especialização em Geografia Aplicada Ao Planejamento Ambiental pela Universidade Federal do Maranhão (1982) e mestrado em Planejamento Educacional pela San Diego State University (1976) . Atualmente é Professor efetivo da Universidade Federal do Maranhão. Tem experiência na área de Geografia , com ênfase em Geografia Humana. Atuando principalmente nos seguintes temas: Agricultura moderna, Tecnologia, Globalização.
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil. Título: Mudanças na organização do espaço: produção de soja no município de Balsas-MA
San Diego State University, SDSU, Estados Unidos. Título: Estudos sobre a evasão escolar em São Luís - MA
Universidade Federal do Maranhão, UFMA, Brasil
Possui graduação em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2001) e mestrado em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2004) . Atualmente é da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Professor Substituto da Universidade Federal Fluminense. Tem experiência na área de Geografia , com ênfase em Geografia Humana. Atuando principalmente nos seguintes temas: Hierarquia Urbana, Modernização da Agricultura, Técnica, Cidades, Agricultura Moderna.
Universidade Federal Fluminense, UFF, Brasil.
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil. Título: Hierarquia Urbana e Modernização da Agricultura na BR 163, MT
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil. Título: Repercussões ambientais das técnicas utilizadas na agricultura moderna na Chapada dos Parecis - MT.
Bolsista de Doutorado do CNPq
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil.
possui graduação em Direito pela Universidade Federal Fluminense (1989) e mestrado em História pela Universidade Severino Sombra (2000) . Atualmente é Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil. Título: O direito e o espaço urbano produzido informalmente: possibilidades de aplicação dos instrumentos jurídicos e de reestruturação do espaço
Universidade Severino Sombra, USS, Brasil. Título: A Voz do Proletariado: O Radical Maurício de Lacerda
Universidade Severino Sombra, USS, Brasil
Possui graduação em Curso de Graduação em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (Bacharelado e Licenciatura Plena (1999). Especialização em Políticas Territoriais, Universidade do Estado do Rio de Janeiro _ UERJ (2004-2005).Atualmente é pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor a - geografia - Secretaria Muncipal de Educação - Prefeitura Municipal de Arraial do Cabo (Licenciado sem vencimentos). Professor substitudo da UNEMAT, 23/03/2005 à 31/07/2006), Biocliamatologia, Supervisão de Estágio e Metolodoliga Científca. Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia Econômica e política, atuando principalmente nos seguintes temas: espaço, território, trabalho, região e novas tecnologias, planejamento urbano e regional. Mestrando em Geografia, UFMT (atual).
Universidade Federal de Mato Grosso, UFMT, Brasil.
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ, Brasil. Título: A trajetório migratória dos alunos do ensino médio das escolas municipais de Arraial do Cabo e a sua contribuição na reestruturação espacial local.
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil. Título: Mudanças na força de trabalho no terciário em Nova Iguaçu.
Acesso ao Currículo Vitae Lattes
jobran1@hotmail.com
Atualmente é Bolsista da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Geografia , com ênfase em Geografia Humana.
Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ, Brasil. Título: A Difusão da Igreja Católica no Estado de Santa Catarina e suas Territorialidades.
Acesso ao Currículo Vitae Lattes
karinarj@globo.com
Possui graduação em Curso de Graduação em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2004) . Tem experiência na área de Geografia. Atuando principalmente nos seguintes temas: Espaço, Algodão, Técnica, MAto GRosso, Reestruturação.
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil. Título: O papel da cotonicultura na (re)estruturação do espaço matogrossense
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil. Título: Mudança Técnica e Espaço: o caso da cotonicultura em Mato Grosso.
Aluno do curso de graduação em geografia na Universidade Federal do Rio de Janeiro
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil
Acesso ao Currículo Vitae Lattes
nando_moreira@ufrj.com.br
Atualmente é professora do Curso Pré-vestibular de Nova Iguaçú, projeto de extensão da PR-5 UFRJ. Ministra as aulas do pré-vestibular em questão no Colégio Ruy Berçot de Mattos. é bolsista de iniciação científica da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Geografia, com ênfase em Geografia Agrária, atuando principalmente nos seguintes temas: fronteira, espaço, trabalho, técnica e BR-163.
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil
Acesso ao Currículo Vitae Lattes
niveamuniz@yahoo.com.br
Possui graduação em Licenciatura Em Geografia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1967) , graduação em Bacharelado Em Geografia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1968) , mestrado em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1976) , mestrado em Geografia (Geografia Humana) pela Universidade de São Paulo (1971) e doutorado em Geografia pela London School Of Economics And Political Sciences (2000) . Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Geografia , com ênfase em Geografia Humana. Atuando principalmente nos seguintes temas: Amazônia Brasileira, mobilidade espacial da população, áreas de fronteira, degradação ambiental.
London School Of Economics And Political Sciences
Título: Recent Settlement in Brazilian Amazônia: Labour Mobility and Environmental Degradation
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS, Brasil
Título: Centralidade e Funções Administrativas no Rio Grande do Sul
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS
Aluno do curso de mestrado em geografia na Universidade Federal de Mato Grosso, professor substituto da Universidade Estadual de Mato Grosso.
Universidade Federal de Mato Grosso, UFMT, Brasil.
Título:Análise da formação dos complexos agro-industriais no médio norte mato-grossense.
possui graduação em Geografia pela Universidade Federal de Mato Grosso (2008) . Atualmente é Professor substituto da Universidade Federal de Mato Grosso. Tem experiência na área de Geografia , com ênfase em Geografia Regional.
Universidade Federal de Mato Grosso, UFMT, Brasil.
Atualmente é Aluno Bolsista da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Geociências , com ênfase em Geografia Agrária.
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil
Possui ensino-medio-segundo-grau pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Campos (2003)
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil
Acesso ao Currículo Vitae Lattes
rougemontped@bol.com.br
Aluno do curso de Geografia na UFRJ
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil.
Possui graduação em Geografia pela Universidade Federal do Piauí (1978); Mestrado em Geografia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1987); Doutorado em Geografia pela Universidade de São Paulo (2001). Atualmente é professora adjunto da Universidade Federal de Mato Grosso. Tem experiência na área de Geografia e Análise Regional, atuando principalmente nos seguintes temas: Análise regional Sul-americana; Análise populacional; Estrutura populacional, socioeconômica e territorial da Bolívia; Relações transfronteiriças; Relações internacionais.
Universidade de São Paulo, USP, Brasil. Título: Análise ambiental em unidades de paisagens na amazônia mato-grossense: A importância do fator regional na condução do processo.
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Título: Aspectos da organização do Espaço em um trecho do Pantanal de Poconé - Mato Grosso
Universidade Federal do Piauí, UFPI, Brasil.
Acesso ao Currículo Vitae Lattes
Atualmente é Graduando da Universidade Federal do Rio de Janeiro
A formação da cadeia carne/grãos no meio norte de Mato Grosso: o caso do segmento avícola. Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil.
Acesso ao Currículo Vitae Lattes
diegosilvarj@click21.com.br
Possui graduação em Geografia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2007). Tem experiência na área de Geografia atuando principalmente nos seguintes temas: impactos ambientais, planejamento ambiental, impactos demográficos e instalações industrial.
Graduação em geografia. Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil.
Acesso ao Currículo Vitae Lattes
salieoliveira@yahoo.com.br
Aluno do curso de graduação em geografia na Universidade Federal do Rio de Janeiro
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil
lourencomoreira@hotmail.com
Aluno do curso de graduação em geografia na Universidade Federal do Rio de Janeiro
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil
Acesso ao Currículo Vitae Lattes
faustogc@hotmail.com
Aluno do curso de graduação em geografia na Universidade Federal do Rio de Janeiro
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil
isa_gabrig@hotmail.com
Aluno do curso de graduação em geografia na Universidade Federal do Rio de Janeiro
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil
yurifrascino@hotmail.com
Aluno do curso de graduação em geografia na Universidade Federal do Rio de Janeiro
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil
wandrzs@hotmail.com
Aluno do curso de graduação em geografia na Universidade Federal do Rio de Janeiro
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil
liviacunhageo@ufrj.br
Aluno do curso de graduação em geografia na Universidade Federal do Rio de Janeiro
Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, Brasil
simone-sodre@hotmail.com
Descrição: O projeto objetiva analisar as repercussões da produção do biodiesel na reorganização territorial das atividades econômicas, dos recursos físicos e humanos, nas áreas de instalação das novas indústrias desse biocombustível, em Mato Grosso, as consequências marcantes para a divisão social e territorial do trabalho, e as possibilidades de incorporação da pequena produção agrícola.
O projeto se propõe a analizar as estratégias da produção de etanol nas diversas regiões do país, a exemplo de São Paulo, do Centro-Oeste, do Nordeste brasileiro e do Norte-Fluminense (RJ), bem como as repercussões desse processo na reorganização territorial das atividades econômicas, dos recursos físicos e humanos, com consequências marcantes para a divisão social e territorial do trabalho, implicando na criação de infra-estruturas e de novas possibilidades produtivas.O objetivo do projeto está centrado em estudar o conjunto de relações e articulações existentes em uma determinada área da realidade, o espaço, e de como a incorporação técnica o afeta, exigindo modificações na organização espacial já existente, bem como das estratégias que induzem essa incorporação técnica.
Descrição: O objetivo central do projeto era testar o modelo teórico resultante da tese de doutorado em outras agroindustrias e espaços, procurando verificar em que medida os conceitos do modelo deviam ser repensados face à nova realidade. Nesse sentido os novos processos foram estudados em Mato Grosso, em áreas de expansão da soja e da formação de complexos agroindustriais, com vistas ao estudo dos efeitos espaciais das relações de poder vinculados às mudanças técnicas e suas implicações sobre recursos físicos e humanos.
1996 - 2000: Técnica, trabalho e espaço: analisando as mudanças no mundo da sojaEstudo dos efeitos espaciais das relações de poder vinculados às mudanças técnicas e suas implicações sobre recursos físicos e humanos. Os novos processos serão estudados em Mato Grosso, em áreas de expansão da soja e da formação de complexos agroindustriais.
2000 - 2004: Fronteiras em Mutação no Mundo da Soja: Logística e BiotecnologiaDescrição: Analisar os impactos das inovações tecnológicas na (re)organização territorial das atividades, dos recursos físicos e humanos no país, num momento de transição paradigmática, no qual podem ser observados os rumos assumidos pela penetração da nova frente tecnológica e científica, de conseqências marcantes para a divisão territorial e social do trabalho.
2004 - 2007: Fronteiras em Mutação no Mundo da Soja: Logística e BiotecnologiaAnalisar as repercussões espaciais da expansão da soja na BR-163 (MT) afim de se avançar no conhecimento dos recentes processos que envolvem a abertura de novas áreas a partir de uma logística direcionada no sentido de valorização do transporte inter-modal voltado para o escoamento das commodities produzidas na região.
O projeto objetiva investigar em que condições e com que efeitos a fronteira - corredor Cuiabá - Santarém está sendo adaptada às necessidades de inserção do Brasil no processo de expansão e de mudanças no sistema capitalista na atual fase de desenvolvimento científico - tecnológico.
2007 - 2010: Circuitos espaciais de produção e de cooperação: a integração da cadeia carne/grãos no cerrado mato-grossense.Buscou-se compreender os circuitos espaciais de produção e de cooperação no cerrado matogrossense, onde os cultivos da soja e do milho, impulsionados pela dinâmica de reprodução do capital, cada vez mais vinham se intensificando, favorecendo a implantação da cadeia carne/grãos, o que se vincula, entre outros fatores, às dificuldades derivadas da logística dos transportes, em função das distâncias entre área de produção e consumo, possibilitando a agregação de valor, significando preço mais vantajoso para os produtos, amenizando os elevados custos do transporte. Nessa perspectiva objetivou-se apreender a nova organização da sociedade e as novas relações emergentes.
Descrição: O projeto "Fronteiras em mutação na agricultura moderna na BR-158 matogrossense", objetiva analisar as implicações da expansão da agricultura moderna nos municípios sob influência da BR 158, no que concerne à reorganização territorial das atividades econômicas, dos recursos físicos e humanos, particularmente em áreas de cerrado. A pesquisa contemplará o eixo da BR-158 devido à recente expansão da soja, voltada para exportação, em função da possibilidade de escoamento da produção em direção à ferrovia Carajás rumo ao porto de Ponta da Madeira, no Maranhão. A nova logística vem estimulando novos processos produtivos, a criação de infra-estrutura, com repercussões de ordem economia, política, social, ambiental e espacial. Objetiva-se verificar como se dá a ruptura dos ordenamentos anteriores, como se desagregam, desconstroem e reconstroem as relações de poder entre os grupos sociais tradicionais e os novos atores responsáveis pela expansão da agricultura moderna, uma vez que os processos de integração e exclusão, inerentes ao avanço das atividades modernas, necessitam ser conhecidos e analisados. Nesse contexto, a dinâmica da espacialização do processo produtivo articula-se mais diretamente com a economia internacional, resultando em intensas modificações locais e regionais. As transformações promovidas nesses espaços exigem uma leitura geográfica, considerando que o conceito de espaço é de grande valia para interpretar as estratégias modernizantes dos processos econômicos.
Descrição: Objetiva consolidar os vínculos de pesquisa entre o Programa de Pós Graduação em Geografia da UFMT e o da UFRJ. Propõe-se a avaliar os efeitos do avanço da produção sojífera sobre o uso do solo e a dinâmica sócio ambiental na bacia do Teles Pires, tendo como eixo a rodovia BR-163. As transformações que ocorrem atualmente na produção de soja indicam a constituição de um complexo sojífero e de novos eixos de escoamento apontando novas articulações logísticas que redefinem as interações espaciais desta região com os mercados de consumo globais, promovendo uma redefinição do espaço regional.
2006 - 2009: Pré-Amazônia Mato-Grossense: a crise do agronegócio e os novos modelos produtivosDescrição: O cenário otimista do mundo do agronegócio vem, nos últimos anos, atravessando uma séria crise, com acentuadas repercussões no setor produtivo. Dentre os fatores que contribuíram para essa crise estão: a taxa cambial desfavorável, dificuldades de ordem fiscal, problemas fitopatológicos e deficiências na logística, principalmente a falta de vias eficientes de escoamento e transportes. As conseqências de toda essa crise têm repercutido de forma contundente sobre o setor sojífero, que representa o principal produto de exportação de Mato Grosso.
Em virtude do término do projeto, está sendo enviado relatório ao CNPq, encontrando-se em elaboração um livro sobre a temática.
Resumo: Este projeto objetiva conhecer e analisar a dinâmica de produção e reprodução dos espaços produtivos no cerrado mato-grossense, promovida pela instalação e reestruturação produtiva da cadeia carne/grãos, envolvendo os segmentos avícola, suinocultor e bovinocultor. A proposta está voltada para a compreensão dos processos que instituem os novos fronts, hoje representados por essas cadeias, as ações geradoras do sistema de fixos e fluxos e as formas espaciais resultantes (Santos, 1996), notadamente no que tange à expansão e integração dos núcleos urbanos, às novas funções exercidas por essas cidades, lócus por excelência da gestão das novas atividades, identificando as estruturas emergentes associadas às novas formas. Nesse caminho analítico é fundamental o estabelecimento de nexos entre ação, tempo e espaço. O intuito é apreender de que modo e em que condições a região está sendo adaptada às novas necessidades de inserção do país na economia mundializada.
Descrição: No contexto de emergência de novos padrões tecnológicos buscamos compreender o espaço produtivo do cerrado norte/nordeste, identificado no sul do Maranhão, sul do Piauí e nordeste do Tocantins, onde o cultivo da soja ultimamente vem se intensificando, impulsionado pela dinâmica de reprodução do capital, objetivando apreender a nova organização da sociedade e as novas relações emergentes. A partir do acompanhamento das transformações das atividades do agronegócio no centro-oeste, e tendo essas pesquisas como referência, foi nosso propósito avançar e aprofundar a investigação nas áreas de cerrado do norte/nordeste do país, onde vêm se implantando processos que envolvem a abertura de novas áreas e a eliminação de atividades tradicionais para a implantação de atividades agrícolas modernas e estruturação de complexos agroindustriais, estimulados pela proximidade das vias e portos de escoamento. No que diz respeito à logística de transportes, uma das vantagens comparativas da região, a política viária vem sendo direcionada no sentido da valorização do transporte intermodal, envolvendo particularmente a rodovia e a ferrovia, levando à estruturação do espaço nos principais eixos rodoviários que se articulam com a ferrovia, voltada para o escoamento das commodities produzidas na região, através do porto de Ponta da Madeira, no Maranhão. Tal logística vem significando novas possibilidades de revitalização de espaços, especialmente em áreas de cerrado, implicando na criação de infraestruturas e de novos processos produtivos.
Em função da conclusão do projeto em dezembro de 2008, foi enviado relatório ao CNPq, e publicado o livro: Geografias da Soja II : A Territorialidade do Capital, organizado por Júlia Adão Bernardes e José Bertoldo Brandão Filho.
O projeto procura dar conta da seguinte questão central: partindo do pressuposto de que o Brasil pode se afirmar internacionalmente na área de energia com base na produção de biocombustíveis, implicando em mudanças na divisão internacional do trabalho a nível do setor energético; de que a expansão dos biocombustíveis a nível nacional garantirá maior auto-suficiência e segurança na área de energia, igualmente acarretando mudanças na divisão nacional do trabalho a nível do setor; indaga-se em que medida essa afirmação internacional e nacional, que exige novas estratégias de expansão da produção, se expressa em uma reorganização das estruturas produtivas regionais, que supõe a emergência de uma nova ordem territorial, e se apresenta tanto como produto quanto como condição para o desenvolvimento do setor energético, acaba por significar novas demandas para o planejamento e gestão do território.
Descrição: A pesquisa encontra-se voltada para o aprofundamento dos estudos sobre a implantação e expansão da cadeia carne/grãos nas áreas que hoje constituem a fronteira tecnológica consolidada da agricultura moderna em Mato Grosso, situadas na BR-163 mato-grossense. Objetiva-se analisar os impactos das inovações tecnológicas sobre as atividades produtivas, os recursos físicos, humanos e a reorganização do território, observando os rumos assumidos pela penetração dessa frente tecnológica e científica, de conseqências marcantes para a divisão territorial e social do trabalho.
O projeto objetiva analisar as estratégias de produção do setor sucroenergético no Norte-Fluminense (RJ), bem como as repercussões desse processo na reorganização territorial das atividades econômicas, dos recursos físicos e humanos, com conseqüências marcantes para a divisão social e territorial do trabalho, implicando na criação de infra-estruturas e de novas possibilidades produtivas. Cabe salientar que as transformações econômicas promovidas nesses espaços exigem uma leitura geográfica, já que o conceito de espaço é de grande valia para interpretar as estratégias modernizantes dos processos econômicos, sociais e ambientais.
índice:
Prefácio
Maria Adélia de Souza
Crise da modernidade e trabalho em contextos metropolitanos
Cátia Antônia da Silva
Técnica e trabalho na fronteira de expansão da agricultura moderna
brasileira
Júlia Adão Bernardes
Relações entre técnica, trabalho formal e espaço na agricultura
moderna em Mato Grosso - Brasil
Roberta Carvalho Arruzzo
Território usado e humanismo concreto: o mercado socialmente necessário
Ana Clara Torres Ribeiro
Apresentação:
“Pero bajé los ojos y ví,
ví el cuerpo férreo, el grande río inmóvil
en su cauce, en su día de letárgica piedra,
y era suave la suma de los pechos redondos,
cúpulas trabajadas por la boca del viento,
iglesias sostenidas en la paz del topacio,
naves de arena, formas de materia pura”
(Pablo Neruda – Cordilleras)
Compreendemos que o início da reflexão através das
formas corresponde ao diálogo necessário com as experiências
sociais imediatas, a emoção e o senso comum. As formas atingem
a sensibilidade, orientam a percepção e constituem, em geral,
a “porta de entrada” da cognição e da concepção
de projetos que alcançam a adesão social. Consideramos indispensável
o diálogo com a sensibilidade por ser este o caminho que permite
o encontro entre a produção científica e as ações
espontâneas. Afinal, as formas constróem paisagens, inspiram
narrativas e ordenam, no cotidiano, as relações sociais.
São elas, também, que constituem o arcabouço político-jurídico de processos que, durante um determinado período histórico, organizam a vida coletiva e conduzem as expectativas sociais. Desta maneira, reconhecemos que as formas – espaciais, jurídicas, políticas, econômicas, sociais – manifestam determinantes da realidade, cristalizando mecanismos de dominação e, contraditoriamente, os resultados alcançados nas resistências sociais e lutas de libertação. As formas, portanto, contém energias coletivas e, ao mesmo tempo, expressam os limites da sua manifestação num determinado contexto.
Por outro lado, a observação das formas orienta a busca de informação, permitindo o alcance de definições, ainda que provisórias, dos fenômenos sócio-espaciais. Recusar a pesquisa das formas significaria eliminar possibilidades de conhecimento e desconstruir certezas antes mesmo que estas sejam atingidas por eventos e pelo acaso. Aliás, numa conjuntura tão marcada pela crise de paradigmas adquire especial relevância a valorização da concretude oferecida pelas formas.
A secundarização das formas caracteriza o pensamento essencialista e dogmático, incapaz de reconhecer as rugosidades, tão valorizadas por Milton Santos, e de favorecer o lento labor que sustenta a montagem de classificações e tipologias. É por esta razão que o pensamento essencialista reduz o espaço a apenas palco ou arena das incessantes lutas entre atores sociais, com as suas respectivas estratégias discursivas. Desta ótica, ignora-se os determinantes da ação emanados das configurações espaciais, já que o seu conhecimento exige, como também propôs Milton Santos, a dialética entre forma, estrutura, função e processo.
O pensamento essencialista, em seu idealismo, pretende acessar diretamente o futuro – a forma sócio-espacial julgada perfeita, coerente e pura – sem deter-se nas exigências das mediações institucionais – carregadas de aprendizados, sabedoria e fundamentos culturais – e nem suportar o pêso do espaço herdado. Entretanto, é este espaço que, como ensina a tradição da geografia crítica, contém, além de obstáculos, sustentos da ação socialmente desejável. Como propôs Walter Benjamin, em apoio a esta ação, é preciso reconhecer os futuros que permanecem ocultos nas entranhas do passado e, logo, do presente. Estes futuros correspondem a forças sociais que, ao moldarem o território, permitem conceber as utopias inspiradas nas exigências éticas do humanismo concreto, as utopias necessárias.
Aqueles que desprezam as formas desconhecem o tempo necessário ao reconhecimento de valores e, também, a natureza dos confrontos espaço-temporais que conduzem a mudanças estruturais. São estes que, ao ambicionarem a forma perfeita, permanecem cegos às conquistas sociais que também existem nas formas espaciais do presente. Seduzidos pela utopia desenraizada e desterritorializada, rejeitam a luta pela radicalização destas conquistas, o que termina por favorecer a desregulação e a conseqüente destruição, sem substituição libertadora, de modos de vida. Possibilitam, assim, a voragem da versão dominante do mercado, realizando o futuro desejado pelas forças que comandam a globalização da economia.
Neste sentido, a secundarização das formas expressa um
tipo particular de alienação territorial, que acontece pela
desconexão idealista entre espaço e tempo, entre aparência
e essência. É, aliás, esta desconexão que,
por sua presença em vertentes do próprio materialismo, dificulta
o conhecimento da materialidade, inclusive da que é dependente
de doses crescentes de técnica. Ao estimular a adesão imediatista
ao futuro utópico, a-histórico, a alienação
territorial gera a aceitação de pseudo utopias destiladas
por ideólogos das técnicas, pelos modernizadores de novíssimo
tipo. É esta alienação que desobriga do conhecimento
do espaço banal, aquele que, como ainda afirmou Milton Santos,
é o espaço de todos.
Com a orientação de Karek Kosik, enfatizamos que a forma
– a aparência, a fisionomia, a paisagem, as faces cristalizadas
das relações sociais – não constituem dados
descolados da essência ou da estrutura, ou seja, uma espécie
de epifenômeno que caberia superar para, finalmente, atingir as
razões mais profundas da crise social. Ao contrário, o aspecto
mais externo do real preserva faces das estruturas e tensões advindas
dos processos que delas emanam e que também as constróem.
Por outro lado, o estudo dos processos, da estruturação
das relações sociais e das mudanças espaciais apóia
a decodificação das formas e, assim, a sua análise
crítica.
Em conseqüência, a plena consideração da forma, pelo pensamento crítico, estimula novos diálogos interdisciplinares e mediações analíticas entre super estrutura e infra estrutura, entre fluxos e fixos e entre ética e estética, conduzindo a uma interpretação da crise social que, ao ser materialista, não subordina à economia nem a cultura nem a problemática do sujeito. Recorrendo à orientação teórico-conceitual de Milton Santos, a reflexão das formas envolve o exame simultâneo da tecnoesfera e da psicoesfera e, também, dos nexos que articulam o sistema de objetos e o sistema de ações.
A nova materialidade, que destrói partes significativas das instituições sociais da modernidade, tem sido responsável tanto pela emergência de macro formas espaciais – das novas regionalizações às denominadas cidades mundiais com sua arquitetura de grife – quanto pela difusão de ordens sustentadas, quase imaterialmente, pelas redes técnicas. Gigantismo e sutileza combinam-se nos movimentos da reestruturação produtiva e na escala alcançada pela versão hegemônica do mercado. Esta combinação altera as exigências metodológicas, aumentando a relevância do estudo das formas.
De fato, na atualidade, a reorganização da produção e do consumo acontece mais colada a mudanças e rupturas formais do que em momentos históricos anteriores, como exemplificam as representações do corpo e os ajustes da paisagem aos fluxos do turismo. Sem dúvida, a importância assumida pela imagem frente ao discurso, em sua relação com a crise da política, sintoniza a aceleração do mundo e a manipulação cultural que acompanha a estonteante multiplicação dos objetos.
Há, atualmente, uma forte tendência à estratégica colagem das inovações às formas, correspondente à posição atingida pelo consumo e pela administração privada na organização territorial e no desenho da ação do Estado. Esta colagem espelha a gestão dos fluxos e constitui uma das manifestações mais nítidas da presentificação. Ao estimular o imaginário fugaz, este fenômeno impede a descoberta de racionalidades alternativas e o aparecimento de utopias expressivas do humanismo concreto. Para romper esta sobrecarga de sentidos atribuídos às formas, é necessário reconhecer a atualização das relações sociais por elas estimulada e desvendar os rumores e fissuras que indicam o seu rápido esgotamento. É, assim, indispensável aprender com as ruínas, como ensinou Georg Simmel, e, acrescentamos, com o lixo, a sucata e as leis sem uso.
As formas em crise denunciam os rumos excludentes da reestruturação econômica, que se expressam em usos estratégicos do território. Observamos, nestes rumos, os novos mecanismos de controle que acompanham a globalização da economia e as rupturas em antigas solidariedades. Estas rupturas estão inscritas nas escalas da seletiva cooperação estimulada na atual fase do capitalismo. Traduzem mudanças espaço-temporais que alteram, profundamente, o próprio conceito de transição econômica e política. Não à toa, alguns têm substituído este conceito pelas noções de metamorfose ou mutação.
Nestas noções, que precisam ser transformadas em conceitos através da articulação entre forma e ação, convivem, ainda que em estado embrionário, interrogações que pedem o desvendamento de uma nova leitura da transformação social, capaz de conjugar território e racionalidades alternativas. Esperamos que este pequeno livro, em sua modéstia, seja compreendido como um estímulo nesta direção.
As autoras
Rio de Janeiro, fevereiro de 2005
índice:
Prefácio
Ruy Moreira
Circuitos espaciais da produção na fronteira agrícola moderna: BR-163 matogrossense
Júlia Adão Bernardes
Informatização do cultivo da soja em Mato Grosso e suas repercussões territoriais
Luís Angelo dos Santos Aracri
Hierarquia urbana e modernização da agricultura
Osni de Luna Freire Filho
Espaço - Rede, Produtividade e (re)Ordenamento Espacial: notas sobre as (re)interpretações dos "impactos" da rodovia BR-163 na porção norte matogrossense
Denizart da Silva Fortuna
Modernização agrícola, trabalho e organização espacial na BR-163
Roberta Carvalho Arruzzo
Desmatamento na área de influência da BR-163
Jorge Luiz Gomes Monteiro
Breves considerações sobre as mudanças no papel do Estado na agricultura brasileira
José Bertoldo Brandão Filho
A espacialização da soja no Mato Grosso
Dimas Moraes Peixinho
Apresentação:
“Para navegar contra a corrente são
necessárias
condições raras: espírito de
aventura, coragem,
perseverança e paixão”
(Nise da Silveira).
Para escrever este livro, resultado de um longo e árduo trabalho,
também necessitamos de muita coragem, perseverança e paixão,
condições que Nise Magalhães da Silveira precisou
para revolucionar a psiquiatria no Brasil ao se relacionar com os doentes
mentais de forma humana.
Nosso trabalho no Núcleo de Estudos Geoambientais (NUCLAMB),
no Departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro
envolve alunos da graduação, mestrandos, doutorandos e
pesquisadores, ou seja, um grupo de estudiosos de origens distintas,
unidos por laços importantes construídos há mais
de uma década e consolidados a partir da vivência comum
em pesquisas e reflexões em torno da interpretação
do espaço atual.
Pode-se afirmar que o grupo de estudos constitui uma espécie
de síntese do nosso trabalho, possibilitando-nos debater um certo
número de temas não exclusivamente intelectuais, mas que
guardam relações com a vida, na busca de uma compreensão
mais profunda dos problemas essenciais que afligem a humanidade, buscando
integrar conhecimentos, fazendo auto-crítica. Assim, os desafios
para pensar alternativas políticas de sociedade, com base em
uma reformulação do modo de pensar e da valorização
das coisas pelo que significam, consumiram boa parte das nossas discussões.
Nesse contexto, alguns dos parceiros acabaram por se tornar mais visíveis
através deste livro, traduzindo parte da nossa história.
A reflexão do livro “Geografias da Soja – BR-163:
Fronteiras em Mutação” conta a história mais
recente dos territórios desse eixo de escoamento do cerrado e
de como o meio técnico-científico-informacional aí
se instalou sob determinadas formas de relações sociais.
O nexo que se estabelece entre os homens e os territórios que
ocupam constitui uma questão central para a geografia, deixando
entrever determinadas estratégias de controle.
Portanto, é um estudo dedicado à experiência do
espaço e do tempo na contemporaneidade, que pretende compreender
um pouco melhor a expansão da fronteira da agricultura moderna
na Amazônia, explorando o significado das transformações
que definem a experiência local/global. Reside sua importância
não apenas na temática e problemas que aborda, mas no
debate teórico que proporciona, constituindo seus textos peças
de um conjunto, de um pensamento global e coerente, contribuindo para
ampliar os horizontes dos campos onde a geografia se faz presente.
O primeiro capítulo, de minha autoria, busca trabalhar a noção
de fronteira no âmbito de novos contextos, interesses e contradições,
procura perceber como essa noção foi mudando, seu movimento,
tenta confrontar os diferentes olhares. Para qualificar a fronteira
de expansão da agricultura moderna na área de influência
da BR-163, foi realizado um esforço no sentido de perceber como
esse novo espaço vem se constituindo, suas diferenças
internas, seu movimento conjunto, suas complementaridades, o que se
traduziu na tentativa de trabalhar os circuitos espaciais da produção
e da cooperação, no contexto da divisão espacial
do trabalho e da produção. Em suma, as formas de pensar
a técnica, o território e suas mediações
também nos levam a pensar a política em termos de ações
.
A reflexão de Luís Ângelo Aracri está centrada
na aplicação das novas tecnologias de controle eletrônico
ao agronegócio, que possibilitam maior velocidade na circulação
das mercadorias, favorecendo um retorno rápido do capital, procurando
relacionar a “informatização” da agricultura
moderna com a nova organização do território em
Mato Grosso. O trabalho destaca o uso das tecnologias de informação
no setor produtivo e no campo administrativo, apontando para os seus
impactos em termos de um maior controle das atividades do agronegócio,
como também para uma significativa substituição
da força de trabalho.
O estudo de Osni de Luna Freire Filho sobre o novo urbano vinculado
à agricultura moderna, tema ainda pouco trabalhado na geografia
e também em outras áreas do conhecimento, não se
reduz à visão de determinada conjuntura histórica,
mas revela processos sociais através dos quais os grupos de poder
deixam suas marcas sobre as estruturas urbanas. Na sua análise
da hierarquização das cidades na BR-163, é possível
identificar a visão de Lefebvre de que só produzindo um
espaço é possível aos grupos sociais, classes ou
frações de classe se constituírem como tais e se
reconhecerem entre si.
Denizart da Silva Fortuna procura analisar a experiência do espaço
e do tempo na atualidade, mostrando como a organização
do capital em rede provoca o colapso das velhas barreiras espaciais,
convertendo a espacialidade contemporânea em um dos elementos
fundamentais para explicar a atual fase de desenvolvimento econômico
capitalista. Trabalhando a questão da logística na região,
aponta para o surgimento de uma nova competição resultante
da combinação de múltiplos fatores, condicionada
pelo ambiente macroeconômico e pela presença de uma infra-estrutura
técnico-científica informacional, afirmando que no atual
período a capacidade de fluidez torna-se um fator fundamental
para a análise geográfica.
É na abordagem da questão ambiental que Jorge Luiz Gomes
Monteiro centra sua reflexão, trabalhando a problemática
do desmatamento na BR-163 matogrossense, apontando para um tipo de desenvolvimento
que respeite as características ambientais regionais. Mostra
como as conquistas e os avanços da agricultura moderna têm-se
edificado às custas da destruição de pequenos grupos,
saberes, culturas e etnias. Para o autor, a manutenção
do que ainda resta de cobertura vegetal depende da participação
efetiva da sociedade e da pressão que esta possa exercer sobre
o poder público, para fazer cumprir o que estabelece a legislação
ambiental em relação aos diferentes biomas desta parte
do estado.
No intuito de compreender as novas relações capital/trabalho
se situa o texto de Roberta de Carvalho Arruzzo. Ao tratar da temática
técnica e trabalho, a autora relaciona reprodução
do capital, reprodução do sistema de relações
sociais e organização do espaço, constituintes
da base prioritária para a sobrevivência do próprio
capitalismo, devendo-se ter em conta que o mesmo opera e avança
produzindo espaço, reinventando espaço. Roberta se esforça
para entender como uma série de fatores, como a posição
ocupada no processo de produção, condiciona o relacionamento
dos trabalhadores e seu acesso a determinados espaços.
O texto de José Bertoldo Brandão Filho se propõe
a entender como o Estado foi refuncionalizado em suas práticas
na atual fase de competitividade mundial, contribuindo para mudanças
na organização do território. Analisa a evolução
da concessão de crédito à agricultura no Brasil,
a política de subsídios agrícolas nos países
da OCDE e as negociações do governo brasileiro na atual
conjuntura, no sentido de eliminação das distorsões
do mercado internacional, decorrentes de políticas subsidiárias
desses governos.
Em sua análise do espaço Dimas Moraes Peixinho procura
abstrair, a partir das formas contemporâneas inscritas no território
matogrossense, as espacializações dos agentes produtivos,
a historicidade que permite compreender os imbricamentos dos arranjos
espaciais, as diferenças estruturais, revelando que, ainda que
esse espaço seja produzido “a partir de um processo técnico
comum, isso não o faz homogêneo, embora na aparência
se assemelhe”. Para ele, as generalizações ocultam
as diferenças internas dos processos produtivos, fazendo desaparecer
elementos que poderiam explicar diferenças no processo da organização
da produção, na sua distribuição e, especialmente,
nas ações dos seus atores. Aponta para a construção
de uma análise que permita observar tais diferenças, o
que se vincula à estruturação de um caminho metodológico
que possibilite verificar como o processo produtivo se estrutura nesses
espaços.
Com este trabalho procuramos investigar a emergência de certas
alterações na experiência do espaço, exploramos
certos arquipélagos do agronegócio na contemporaneidade,
assinalando aquelas transformações que nos parecem mais
relevantes. Esperamos que nossas idéias tenham funcionado como
elucidações.
Depois desta larga caminhada, à qual temos dedicado mais de uma
década, esperamos ter contribuído para uma compreensão
mais aprofundada da nova organização espacial dessa fronteira
do cerrado matogrossense no corredor de exportação da
BR-163. Estamos cientes de que estas reflexões não esgotam
a temática e nem pretendem dar respostas aos problemas suscitados
neste livro, mas significam um momento importante na nossa caminhada
enquanto colaboradores do conhecimento geográfico.
Por último, agradecemos ao CNPq, cujo apoio foi fundamental para
o nosso projeto de pesquisa e para a publicação deste
livro.
Júlia Adão Bernardes
Autores:
Júlia Adão Bernardes e
José Bertoldo Brandão Filho -
Organizadores
Luís Angelo dos Santos Aracri
Roberta Carvalho Arruzzo
Maria da Glória Rocha Ferreira
Dimas Moraes Peixinho
Iraci Scopel
Antonio Carlos Façanha
Manuela Nunes Leal
Vicente Eudes Lemos Alves
Trecho do Prefácio:
Júlia Adão Bernardes dá continuidade e apresenta novos resultados sobre a extensa e árdua pesquisa a que tem se dedicado nos últimos 20 anos. Neste novo livro estende seu olhar minucioso e crítico à recente área de expansão da soja no Brasil, representada pelos estados da Bahia, Maranhão, Piauí e Tocantins, designada pela autora de Região BAMIPITO.
Fruto de um trabalho coletivo, este livro expõe a forma de construção do conhecimento adotado pela autora, que, superando a pesquisa individual, tem privilegiado a pesquisa em grupo, envolvendo, neste processo, professores pesquisadores e estudantes das universidades situadas nas áreas estudadas. (...)
Tereza Cristina Cardoso de Souza Higa
Autores:
Júlia Adão Bernardes e
Roberta Carvalho Arruzzo -
Organizadores
Ana Clara Torres Ribeiro - Prefácio
Luís Angelo dos Santos Aracri
Fábio Giusti Azevedo de Britto
José Bertoldo Brandão Filho
Trecho do Prefácio:
O livro Geografias da Soja III: novas fronteiras da técnica no Vale do Araguaia demonstra que o reconhecimento da complexidade constitui um caminho obrigatório para a análise da estruturação do território do país. De fato, existem limites para a homogeneização desejada pelos que comandam a globalização da economia. Desconhecer estes limites significa, ao fim e ao cabo, ignorar a história e perder de vista qualquer possibilidade de controle social da modernização econômica em curso.
(...) Em verdade, estamos frente a uma nova interpretação potencial da fronteira, construída pelo desencontro entre a velocidade exigida pelos impulsos globais e as permanências oriundas das lutas sociais, de processos anteriores de modernização e das formas patrimonialistas de exercício do poder.
Ana Clara Torres Ribeiro
Organizadores:
Júlia Adão Bernardes e
Luís Angelo dos Santos Aracri
Autores:
Júlia Adão Bernardes
Luís Angelo dos Santos Aracri
Roberta Carvalho Arruzzo
Diego Silva de Brito
Ronaldo Benedito dos Santos
Fernando de Souza Moreira
José Bertoldo Brandão Filho
Nívea Muniz Vieira
Denizart da Silva Fortuna
Marcos Vinícius Velozo da Costa
Prefácio:
O cultivo de soja no estado de Mato Grosso é responsável pela incorporação da imensa área de cerrados do planalto central brasileiro aos mercados nacional e internacional de commodities, e também o indutor de um processo de reorganização de outras cadeias produtivas, surgindo dessa conjunção a cadeia carne/grãos, subtítulo deste livro. Os limites desse novo espaço produtivo ultrapassam o sistema geo-ambiental do cerrado, seu condicionante inicial, integrando-se, hoje às cadeias globais de commodities enquanto seus vetores logísticos conectam o espaço da produção de Mato Grosso a outras regiões brasileiras, desde os portos do Centro-Sul e a hidrovia Paraguai-Paraná até a bacia fluvial amazônica. Tudo nessa região já nasce gigante, nas palavras de Júlia Adão Bernardes.
Faz mais de dez anos que o grupo de pesquisadores liderados por Júlia Adão Bernardes no Departamento de Geografia da UFRJ acompanha este processo, realizando com sistematicidade trabalhos de campo e publicando seus resultados em uma série de livros, artigos, dissertações de mestrado e teses de doutorado.
Este livro é mais um passo deste grupo coeso e dedicado de pesquisadores no sentido de explorar quais são as dimensões e o caráter dessa fronteira econômica que, a meu ver, representa uma bifurcação na macroestrutura regional da Amazônia Legal. O que foi definido décadas atrás como a Amazônia "oficial", em termos de área-objeto do desenvolvimento regional, perdeu muito do sentido original. O cultivo da soja em grande escala e sua articulação com a bovinocultura, a suinocultura e o segmento avícola - a cadeia carne/grãos - fundamentada em sofisticadas tecnologias e complexas conexões com o mercado nacional e internacional de commodities não permite mais sustentar a ficção da homogeneidade espacial "amazônica".
Qual o sentido atual do emprego do termo "fronteira" na descrição e interpretação do agronegócio é uma questão ainda em aberto, mas serve de metáfora para descrever o incessante impulso de modernização capitalista no uso do território. A organização dos circuitos produtivos em Mato Grosso e áreas subordinadas é uma exceção à regra ou faz parte de um mesmo padrão espacial, imposto pela natureza do negócio?
A relação entre conceitos e observações de campo é sem duvida o aspecto a destacar nesses tempos de apressadas teorizações e espertas generalizações, de "observadores desencarnados" que vêem o objeto descrito desde uma posição de sobrevôo, distante da incerteza que marca o espaço da experiência. Apenas dois capítulos fazem referência no título a uma subregião especifica, no caso a Rodovia Cuiabá-Santarém (BR-163), mas cada trabalho direta ou indiretamente enfrenta o desafio de buscar o conceito mais apropriado que dê sentido crítico ao observado, alguns com mais sucesso que outros. O risco aumenta quando se generaliza, caso da afirmação de que a dialética globalização/regionalização tornou obsoletas as noções de região, rede urbana e cidade-campo..;e inova, quando discute a teoria da difusão de inovações como um processo comandado por agentes emissores mais do que por agentes receptores (capítulo 5).
Os leitores reconhecerão algumas das empresas que participam da cadeia carne/grãos, como a Perdigão, a Sadia ou a Serrana, marcas presentes no supermercado mais próximo, sem que a maioria dos consumidores nas grandes aglomerações urbanas tenha idéia de seu papel na organização de novos espaços produtivos no território brasileiro. Os mais curiosos talvez reconheçam os grandes jogadores na cadeia global de commodities, a ADM, a Bunge e a Cargill; poucos, a Ideal Porc, a Friboi e a Genetiporc do Brasil. Enfim, poderão conhecer como opera a "inteligência do capital", uma imensa e intrincada teia, que inclui também bancos e empresas transnacionais, e bancos e fundos de pensão nacionais, como o BNDES e o Banco Itaú, o FAT e a PREVI, universidades e centros de pesquisa. Uma viagem de exploração que vale a pena!
Lia Osório Machado
Organizadores:
Júlia Adão Bernardes e
Luís Angelo dos Santos Aracri
Prefácio:
Denise Elias
Autores:
Anderson Alves Pinto
Ariovaldo Umbelino de Oliveira
Dimas Moraes Peixinho
Joaquim Correa Ribeiro
Jorge Luiz Gomes Monteiro
José Bertoldo Brandão Filho
Júlia Adão Bernardes
Luís Angelo dos Santos Aracri
Marília Leite Cafezeiro
Nely Tocantins
Onélia Carmem Rossetto
Prefácio:
A energia é, cada vez mais, um tema crítico para todos os países do mundo, especialmente considerando que uma das principais matrizes energéticas está baseada nos combustíveis fósseis não renováveis e altamente poluentes. Dessa forma, cresce a busca pelo uso de fontes alternativas. Nesse contexto, nos últimos anos, um debate vem ganhando destaque no cenário internacional, qual seja, a produção dos agrocombustíveis.
No Brasil, com a criação do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB), em 2004, o debate ganhou novos contornos. O tema é atual, complexo e polêmico. Indubitavelmente, não há como aperfeiçoar os caminhos possíveis para a compreensão da sociedade e do território brasileiros sem entrar nessa seara. (..) algumas das questões chave que orientam o debate:
(...)
Prefácio de Denise Elias
Universidade Estadual do Ceará (UECE)
